O aumento no preço dos combustíveis chegaram ao caixa dos postos de combustíveis e, naturalmente, nas bombas. Em Criciúma, nesta quarta-feira, dia 18, o preço do litro da gasolina comum pode ser encontrado próximo dos R$ 6,80 em alguns estabelecimentos, quase R$ 0,40 a mais do que o valor médio divulgado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) no último sábado, que foi de R$ 6,42.
Empresário do ramo de revenda de combustíveis, Luiz Orlando Simon garante que o aumento deveria ser maior, já que parte dos estabelecimentos estão diminuindo a margem de lucro para evitar acréscimos ainda mais expressivos. A guerra no Oriente Médio tem gerado a subida no preço do petróleo.
No dia 27 de fevereiro, um dia antes do primeiro ataque de Estados Unidos e Israel contra o Irã, ele comprou o litro da gasolina comum a R$ 5,45. Hoje ele recebeu uma carga do mesmo combustível com valor de R$ 5,93 por litro, uma diferença de R$ 0,48.
O impacto também foi percebido no diesel. Enquanto em fevereiro o litro do combustível tipo S-10 (o único vendido por Simon) era comprado a R$ 5,55 pelas revendas, agora o preço é de R$ 6,85, representando um aumento de R$ 1,30.
“Antes da guerra eu vendia a gasolina a R$ 6,49 e agora a R$ 6,79, um acréscimo de R$ 0,30. Nós já viemos recebendo esses aumentos desde o início do conflito, e a gente foi absorvendo alguma coisa no começo. Mas agora veio um valor maior. E, no meu caso, eu tenho que repassar, não posso trabalhar com margem negativa. Mesmo assim, estou ainda com uma defasagem no preço da gasolina de quase R$ 0,20”, desabafou.
Apesar de ser autossuficiente na produção de petróleo, o Brasil não possui refinarias para a produção do combustível. Desta forma, o país precisa exportar o produto para recomprá-lo refinado. Simon afirma que o mercado brasileiro está importando 5% da demanda interna de gasolina e 20% de diesel.
“Nós já estamos com dificuldade de carregar o combustível. Se eu costumava carregar 20 mil lietros por dia, agora só carrego só 5. Já começando a racionar. Os postos que não possuem bandeira estão praticamente sem produto. Se realmente tiver uma paralisação dos caminhoneiros, estimo que no fim de semana eu não tenha mais o que vender também”, calculou.
O empresário confirmou que a quarta-feira foi de movimento intenso nos portos de Criciúma. Preocupados com a possível greve dos transportadores, motoristas correram para as revendas, formando filas.





