MP-SC investiga condições sanitárias das praias de Florianópolis após aumento de casos virais

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou um procedimento para apurar as condições sanitárias das praias de Florianópolis após o registro de um aumento expressivo nos atendimentos por doenças virais nas últimas semanas. A investigação, conduzida pela 33ª Promotoria de Justiça da Capital, tem caráter preventivo e busca compreender se há relação entre a balneabilidade das praias, fatores ambientais e os casos registrados na rede de saúde.

Como parte da apuração, o MP solicitou informações detalhadas às Secretarias Municipais de Saúde e de Meio Ambiente, além da Vigilância Sanitária. Entre os dados requisitados estão relatórios técnicos, resultados de monitoramentos ambientais, registros de fiscalizações e eventuais irregularidades que possam impactar a saúde pública, especialmente durante o período de verão.

A Promotoria também articula reuniões conjuntas com outras promotorias que atuam na área ambiental, com o objetivo de alinhar estratégias e promover uma análise integrada sobre a situação das praias da Capital. O foco é compreender os impactos do aumento populacional típico da alta temporada, quando Florianópolis recebe milhares de turistas e enfrenta maior pressão sobre os serviços públicos e o meio ambiente costeiro.

Segundo o MPSC, o crescimento dos casos de viroses pode estar associado a múltiplos fatores, como características próprias da estação, maior circulação de pessoas e questões sanitárias. Por isso, o órgão reforça a importância de uma investigação cautelosa, baseada em dados técnicos.

Em nota, a Prefeitura de Florianópolis informou que ainda não foi formalmente notificada sobre o procedimento, mas destacou que o monitoramento da balneabilidade é realizado regularmente pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), seguindo critérios técnicos estabelecidos.

O Município também ressaltou que os dados mais recentes indicam uma redução de 52,5% nos atendimentos por doenças diarreicas agudas no início de 2026, em comparação com o mesmo período da temporada passada. Entre o fim de 2025 e o começo deste ano, foram registrados 466 atendimentos, contra 988 no ciclo anterior.

De acordo com a administração municipal, a queda é resultado de ações preventivas contínuas, como fiscalização de ambulantes e estabelecimentos alimentícios, orientação à população e programas de combate a ligações irregulares de esgoto, desenvolvidos em parceria com a Casan.