Prefeito de Governador Celso Ramos é afastado após investigação de fraudes

O prefeito de Governador Celso Ramos, Marcos Henrique da Silva, foi afastado de suas funções nesta terça-feira (7). A medida faz parte da Operação Pão e Circo, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), que investiga uma rede de corrupção envolvendo contratos de shows nacionais em prefeituras catarinenses.O esquema investigado

De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a investigação revelou um suposto esquema sofisticado de fraudes em licitações. Os principais pontos apontados são:

  • Cartel e direcionamento: Empresários do setor de eventos teriam se organizado para eliminar a concorrência, combinando preços e direcionando contratos de grandes shows para empresas específicas.
  • Corrupção e lavagem: Há indícios de pagamento de propinas a agentes públicos e manobras financeiras para ocultar a origem ilícita dos valores.
  • Prejuízo ao erário: A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 9 milhões em bens e ativos dos investigados.

 

Abrangência da operação

A ação foi de larga escala, resultando no cumprimento de 50 mandados de busca e apreensão. Além de imóveis particulares e repartições públicas em Governador Celso Ramos — incluindo a Câmara de Vereadores —, as diligências estenderam-se por 18 municípios catarinenses e pela cidade de Porto Alegre (RS).

As cidades atingidas pelos mandados foram:

Abdon Batista, Apiúna, Aurora, Bombinhas, Brusque, Canoinhas, Governador Celso Ramos, Indaial, Itaiópolis, Itapema, Laurentino, Mafra, Palhoça, Porto Belo, Pouso Redondo, Santa Terezinha, São Bento do Sul e Três Barras.Medidas cautelares

Além do afastamento do prefeito, a Justiça impôs restrições rigorosas aos envolvidos, como a proibição de contratar com o poder público, o impedimento de acesso a órgãos municipais e a proibição de contato entre os investigados e testemunhas. Todo o material apreendido será periciado pela Polícia Científica para dar continuidade às investigações.

O Ministério Público reforçou que o trabalho investigativo segue em curso, com o objetivo de identificar todos os participantes e garantir a responsabilização criminal e administrativa dos envolvidos.