Profissionais da segurança pública de Santa Catarina participaram, na última semana, de uma série de capacitações com especialistas do serviço secreto dos Estados Unidos, em Florianópolis.
A programação integrou o Encontro Nacional de Avaliação de Ameaças Comportamentais e Segurança Escolar, realizado no Teatro Pedro Ivo, além de atividades práticas na Academia de Polícia Civil de Santa Catarina.
A iniciativa, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, reuniu delegados, psicólogos e especialistas para discutir novas abordagens de prevenção à violência em ambientes escolares.
Um dos principais pontos debatidos foi a mudança de foco nas estratégias de segurança. Em vez de priorizar apenas medidas físicas, como vigilância ou equipamentos, os especialistas destacaram a importância da identificação precoce de comportamentos de risco.
A pesquisadora Emma Virden explicou que não existe um perfil único de agressor. Segundo ela, sinais como isolamento, mudanças bruscas de comportamento e discursos violentos podem indicar a necessidade de intervenção.

Outro destaque foi a atuação integrada entre diferentes áreas. A especialista Ashley Smolinski reforçou que escolas, forças de segurança e profissionais de saúde mental precisam trabalhar juntos para prevenir situações de risco.
Durante o encontro, o pesquisador Kevin Maass apresentou estudos que mostram que ataques raramente acontecem de forma repentina, sendo precedidos por sinais que muitas vezes passam despercebidos.
Além das palestras, a programação incluiu uma visita técnica à Acadepol, onde foram apresentados protocolos de monitoramento, gestão de crises e análise de ameaças.
Os participantes também tiveram acesso a estudos de casos reais, com exemplos de ações que evitaram tragédias por meio de intervenções antecipadas.
Segundo a Polícia Civil, o intercâmbio de conhecimento deve fortalecer as políticas de segurança escolar em Santa Catarina, ampliando a capacidade de prevenção e resposta diante de possíveis ameaças.






