Caropreso cobra implantação de teste molecular para HPV em Santa Catarina e questiona Secretaria da Saúde sobre cronograma

O deputado estadual Dr. Vicente Caropreso (PSDB) protocolou um pedido de informações à Secretaria de Estado da Saúde (SES) cobrando a implementação do novo método de rastreamento do câncer do colo do útero, baseado em testes moleculares de DNA do Papilomavírus Humano (HPV). Diferentemente do exame de Papanicolau (citopatológico), que detecta alterações celulares já instaladas, o novo teste permite identificar a presença do vírus antes mesmo do desenvolvimento de lesões, possibilitando intervenções mais precoces e aumentando as chances de prevenção.

A tecnologia, já incorporada pelo Ministério da Saúde, substituirá gradualmente o Papanicolau e passa a integrar a Política Nacional de Enfrentamento do HPV.

 

No documento encaminhado à SES, o parlamentar solicita detalhes sobre o cronograma de implantação da nova tecnologia na rede pública estadual, incluindo etapas como capacitação de profissionais, aquisição de insumos e adequação da rede laboratorial. Dr. Vicente também questiona quais laboratórios já estão habilitados para operar o novo modelo e como será estruturado o atendimento na Atenção Primária.

Outro ponto levantado é a integração entre a vacinação contra o HPV e as estratégias de rastreamento molecular. O deputado quer saber de que forma o Estado está articulando essas duas frentes para reduzir a incidência e a mortalidade por câncer do colo do útero.

“Estamos tratando de uma doença que pode ser erradicada com a combinação de vacina e diagnóstico de ponta”, destaca Dr. Vicente, que é médico. “A tecnologia já foi aprovada e integrada à Política Nacional de Enfrentamento do HPV. O que precisamos agora é garantir que ela saia do papel e chegue com agilidade e de forma igualitária às mulheres catarinenses.”

A mudança no modelo de rastreamento deve beneficiar milhares de mulheres em Santa Catarina, especialmente na faixa etária prioritária de 25 a 64 anos. O teste molecular é considerado mais sensível e preciso por identificar diretamente o DNA do HPV de alto risco, responsável pela quase totalidade dos casos de câncer do colo do útero.

A Secretaria de Estado da Saúde tem prazo regulamentar de 30 dias para responder aos questionamentos e apresentar o plano de ação para a modernização do rastreamento no estado.