Santa Catarina enfrenta um cenário preocupante de violência doméstica, com registros que indicam que uma mulher foi vítima de agressão a cada sete minutos ao longo de 2025. No mesmo período, 51 mulheres perderam a vida em crimes classificados como feminicídio, número que reforça a urgência de ações estruturais para enfrentar o problema de forma mais efetiva e humanizada.
Os dados foram apresentados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública durante coletiva oficial, que também anunciou novas medidas para ampliar o atendimento e a proteção às vítimas. Entre elas está a criação de uma delegacia estadual remota, com funcionamento ininterrupto, voltada exclusivamente ao acolhimento de mulheres em situação de violência.
A nova estrutura permitirá que vítimas sejam atendidas de forma imediata, independentemente da cidade onde estejam, por meio de atendimento online realizado por delegadas e profissionais da área psicossocial. A proposta é reduzir barreiras, agilizar denúncias e garantir orientação rápida em momentos de risco.
Apesar de uma leve redução nos registros de violência doméstica em comparação ao ano anterior, as autoridades reconhecem que os números seguem elevados. No caso dos feminicídios, o Estado aponta estabilidade, mas destaca que todos os crimes registrados foram esclarecidos, o que reforça o empenho das forças de segurança.
Outra frente anunciada prevê a criação de 26 novas delegacias especializadas a partir de 2026. Em cidades maiores, o atendimento será segmentado, separando mulheres vítimas de violência de adolescentes infratores, crianças e idosos, garantindo ambientes mais seguros e acolhedores.
A expectativa do governo estadual é que a combinação entre tecnologia, ampliação da rede especializada e reestruturação do atendimento contribua para salvar vidas, fortalecer a prevenção e oferecer respostas mais rápidas às mulheres catarinenses.





