Já em janeiro, a Receita Federal passou a exigir que bancos detalhassem todas as movimentações via Pix acima de R$ 5 mil. Criou-se o medo na população de que essas transações fossem consideradas para impostos, como no IR, por exemplo.
A internet não perdoou: Vídeos viralizaram, a palavra “taxação” entrou nos trends e o Pix virou, por alguns dias, símbolo do medo de um novo imposto. Você deve lembrar do vídeo de Nikolas Ferreira, e depois a resposta de Erika Hilton.
A tal taxação do Pix não foi pra frente. O governo recuou no discurso, o Banco Central reafirmou a gratuidade do sistema — e o tema morreu politicamente.
Meses depois, a discussão voltou por outra porta: o IOF
Em maio, o governo tentou elevar o imposto por decreto, mirando crédito e câmbio. O Congresso reagiu e derrubou a medida.
O desfecho foi um meio-termo: o aumento amplo não passou, mas o IOF de 3,5% sobre compras internacionais e operações de câmbio foi mantido.
O mês também marcou a tentativa do governo de fechar o caixa, com o congelamento de R$ 31,3 bilhões, em meio à ampliação de benefícios sociais.
Juros altos e mais impostos
2025 também foi o ano do dinheiro caro. A Selic chegou a 15% ao ano, no maior nível desde 2006, mantendo o crédito apertado e esfriando consumo e investimentos por mais tempo do que o esperado.
No que diz respeito aos impostos, o governo avançou no “cobrar mais do mais ricos e menos dos mais pobres”.
De um lado, Lula sancionou a lei que zera o Imposto de Renda de quem ganha até R$ 5 mil mensais, e ainda reduz proporcionalmente quem recebe até R$ 7.350.
Do outro, a medida cria um imposto de 10% sobre os dividendos acima de R$ 50 mil mensais distribuídos de uma mesma empresa a uma mesma pessoa física — valendo já a partir de janeiro de 2026. (Por The News)






