Pelo Estado 28/10 Disputa nacional tensa e acirrada sacode campanha em Santa Catarina

Disputa nacional tensa e acirrada sacode campanha em Santa Catarina

A disputa intensa, acirrada e equilibrada entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) espelha e espalha tensão na campanha ao governo do Estado. Com franco favoritismo de Bolsonaro, Santa Catarina está entre 12 das 27 unidades da federação que terá segundo turno para governador. Mesmo com a liderança consistente de Jorginho Mello (PL), que fez 38% dos votos no primeiro turno e avançou para dois terços da preferência do eleitorado nas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno, a campanha segue competitiva.

A resiliência do PT, que chegou pela primeira vez ao segundo turno, surpreendeu e deixou intranquilo o eleitorado conservador de Santa Catarina. Tanto quanto os partidos, entidades e associações empresariais foram para a declaração expressa de voto a Bolsonaro e Jorginho. A campanha de Décio Lima (PT) reagiu com o estímulo às denúncias de assédio eleitoral e abuso do poder econômico.

Em todo Brasil, aumentaram de 212 em 2018 para mais de 1,2 mil as reclamações de ameaças e pressões sobre trabalhadores. A ponto do Ministério Público e a Justiça do Trabalho em Santa Catarina emitirem nota conjunta para alertar que “o voto direto e secreto é um direito fundamental de todos os cidadãos, assim como a liberdade de convicção política. Portanto, cabe a cada eleitor(a) tomar suas próprias decisões eleitorais baseado em suas convicções e preferências, sem ameaças ou pressões de terceiros”.

A eleição verticalizou desde o primeiro turno: as campanhas para governo e Senado ficaram às sombras da eleição presidencial. Também a eleição proporcional, para deputados e deputadas estaduais e federais, foi totalmente orientada pelas forças polarizadas do 22 e do 13.

Santa Catarina representa apenas 3,52% do eleitorado nacional, mas numa disputa voto a voto como será a de domingo, pode fazer diferença. No primeiro turno, dos 5,5 milhões de eleitores aptos, 2,6 milhões escolheram Bolsonaro, 1,2 milhão Lula, 89 mil votaram nulo e 66 mil em branco. Mas 1 milhão de catarinenses deixaram de comparecer. A tendência é que a abstenção aumente no segundo turno, para tornar ainda mais dramática essa caça ao voto que tem sacudido Santa Catarina.

 

Divulgação

Reconhecimento

O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que apoiou Gean Loureiro (União Brasil) no primeiro turno, reconheceu que se o franco favorito Jorginho Mello (PL) vencer, será por mérito próprio. “Jorginho, você ganhará a eleição por mérito próprio. Todos sabem, eu estive em um projeto diferente no primeiro turno, e você, por seu esforço conseguiu essa vantagem no primeiro turno. Montou uma nominata invejável e conquistará essa vitória por seu esforço”, aplaudiu. No primeiro turno, ambos chegaram a trocar acusações por conta do uso da imagem do presidente Jair Bolsonaro nos materiais de propaganda. Jorginho ganhou a disputa na Justiça Eleitoral e nas urnas. Em Chapecó, Jorginho foi o primeiro colocado com 29% dos votos, seguido pelo petista Décio Lima (27%) e por Gean (23%). Bolsonaro fez 56% dos votos em Chapecó.

 

Menor desocupação

Indústria catarinense abriu 3,8 mil postos de trabalho com carteira assinada em setembro. Segmento de alimentos e bebidas liderou, com 1.311 contratações, seguido pelo da construção civil, com 1.063 vagas, como demonstram dados do Ministério do Trabalho e Previdência analisados pelo Observatório Fiesc. “O mercado de trabalho catarinense registra desempenho muito positivo no ano, com grande contribuição da indústria, que foi responsável pela geração de 46,8 mil vagas das 118 mil abertas no período. Inclusive, esse resultado coloca Santa Catarina como o estado com a menor taxa de desocupação do país (3,9%)”, aponta o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

Divulgação Facisc

Vivência empresarial

A Fundação Empreender, entidade que atua como braço técnico da Facisc e já capacitou mais de 3,2 mil empresários em Santa Catarina com o Programa de Gestão e Vivência Empresarial, comemora 30 anos em 8 de novembro com evento em Joinville. De 2011 a 2022, foram 65 turmas em 30 cidades catarinenses. O PGVE é considerado o maior programa da área no Estado com foco voltado para quem atua no dia-a-dia das empresas. Os participantes além de ter capacitação teórica com professores renomados do país, ainda podem vivenciar a rotina de grandes empresários.

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Produção e edição

Adriana Baldissarelli (MTb 6153) para APJ/SC e ADI/SC, com colaboração de Cláudia Carpes. Contato peloestado@gmail.com